O umbigo na abdominoplastia: quando é reposicionado e como fica depois
Entre as dúvidas de quem pensa numa abdominoplastia, há uma que surge quase sempre, muitas vezes com algum receio: o que acontece ao umbigo? Fica no mesmo sítio, é mudado, vai parecer artificial? A resposta depende do tipo de cirurgia. Este artigo explica, sem rodeios, porque é que o umbigo é reposicionado numa abdominoplastia clássica, porque é que fica no lugar numa mini e o que esperar da cicatrização.
Porque o umbigo entra na conversa
O umbigo está ligado à parede abdominal por um pedúnculo, uma espécie de haste de tecido. Na pele, ele é apenas um ponto, mas a sua posição é determinada pelo que está por baixo.
Numa abdominoplastia, o cirurgião descola a pele do abdómen, puxa-a para baixo e remove o excesso. Se a pele que estava acima do umbigo vai descer, o umbigo, que está preso por baixo, ficaria no lugar errado ou desapareceria debaixo da nova pele. É por isso que, em certas técnicas, é necessário criar uma nova abertura para ele.
Isto não significa que o umbigo seja retirado e substituído. Na maior parte dos casos, mantém-se ligado ao mesmo pedúnculo, e o que muda é a abertura na pele através da qual ele aparece.
Para o City Medical Centre, centro clínico de Moscovo, o objetivo desta operação é tirar a pele distendida e a gordura que sobra na barriga e, se os retos abdominais estiverem afastados, voltar a uni-los. Não serve para perder peso: faz-se quando o peso já estabilizou. O umbigo é um detalhe, mas é dos que mais influenciam o aspeto natural do resultado.
Abdominoplastia clássica: umbigo reposicionado
Na versão completa, o corte segue uma linha horizontal baixa, logo acima do púbis, de modo a ficar tapado pelas cuecas ou pelo biquíni. Toda a pele da barriga, de cima a baixo, é separada dos músculos e esticada em direção ao corte.
Segundo a clínica, nesta técnica o umbigo é reposicionado. Na prática, o cirurgião faz uma nova abertura na pele esticada, à altura adequada, e traz o umbigo através dela. A forma e a profundidade desta abertura são parte importante do resultado estético.
A operação demora duas a quatro horas, com a doente a dormir e com colocação de drenos. Está indicada quando sobra pele tanto na metade de cima como na de baixo, quando o afastamento muscular ocupa a barriga toda ou depois de grandes mudanças de peso.
Para muitas mulheres, o umbigo é uma das zonas que mais mudam com a gravidez: fica alargado, descaído ou sem forma. O reposicionamento é, por isso, também uma oportunidade de lhe devolver um aspeto mais firme. Na consulta, vale a pena pedir para ver como o cirurgião costuma desenhar o umbigo e que forma propõe para o seu caso.
Mini abdominoplastia: o umbigo fica onde está
Na versão reduzida, o cirurgião só intervém na metade de baixo da barriga. O corte é menor e, de acordo com a clínica, o umbigo fica exatamente onde estava. A recuperação tende a ser mais curta, e o internamento é habitualmente de um dia.
Faz sentido escolhê-la quando a sobra de pele e de gordura está toda concentrada por baixo do umbigo, sem flacidez importante na parte de cima. É uma situação comum em quem tem uma pequena barriga inferior que não desaparece com exercício.
A vantagem para o umbigo é evidente: não há nova cicatriz à sua volta. O reverso é igualmente claro: com a zona superior flácida, esta técnica não resolve, e o abdómen pode parecer desproporcionado.
A escolha entre clássica e mini não deve ser feita por causa do umbigo, mas sim pela distribuição do excesso de pele e pela presença de diástase. A página sobre abdominoplastia clássica e mini para quem vive em Portugal explica as duas técnicas. Na consulta, peça ao cirurgião que lhe mostre, com a pele entre os dedos, onde está o excesso.
A cicatriz à volta do umbigo e a recuperação
Quando o umbigo é reposicionado, fica uma pequena cicatriz circular à sua volta, além da cicatriz horizontal baixa. Tal como a principal, esta cicatriz é inevitável, mas tende a ficar mais clara e mais fina com o tempo.
Nos primeiros dias, a zona do umbigo deve ser mantida limpa e seca, segundo as instruções da equipa. Os pontos são retirados ao fim de cerca de sete dias; os drenos, normalmente, logo ao segundo dia.
Nas primeiras três ou quatro semanas a cinta não se tira, nem para dormir; segue-se mais um mês, aproximadamente, em que só se veste durante o dia. Ao todo, a cinta acompanha a doente durante cerca de um mês e meio a dois meses. Deve ser ajustada de forma a não pressionar excessivamente a zona do umbigo, e qualquer dúvida deve ser colocada à equipa.
No primeiro mês, no mínimo, nada de cigarros, bebidas alcoólicas, sauna, piscina ou bronzeamento artificial. O tabaco é particularmente prejudicial: reduz a irrigação da pele, e o umbigo, com a sua circulação própria, é uma das zonas mais sensíveis a isso.
Quando o resultado se vê e o que perguntar
O inchaço diminui sobretudo no primeiro mês; por volta das seis a oito semanas já se tem uma ideia intermédia. Para julgar o aspeto definitivo do umbigo e da cicatriz, é preciso esperar meio ano a um ano.
No site não há tabela de preços para esta cirurgia: o valor é comunicado na consulta, depois de o cirurgião a observar, e fica escrito no contrato.
Antes de marcar a data, faz-se um check-up completo: avaliação hormonal, análises ao sangue (coagulação, bioquímica, serologias) e à urina, ECG, raio-X do tórax, eco-doppler venoso dos membros inferiores e parecer do médico de família e do anestesista. Só se opera a partir da maioridade, ou seja, dos 18 anos.
Algumas perguntas sobre o umbigo para levar à consulta:
• No meu caso, o umbigo vai ser reposicionado?
• Que forma costuma dar ao novo umbigo?
• Como devo cuidar dele nas primeiras semanas?
• Uma futura gravidez pode alterar o resultado?
Quanto a isto, a recomendação é operar só quando já não se querem mais filhos e, se uma gravidez acontecer, que seja no mínimo um ano após a intervenção.













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